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22 de jan. de 2018

Resenha: Legião de William Peter Blatty

| | 12 comentários

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Hoje eu vim trazer a resenha de uma leitura que eu finalizei recentemente e ainda estou com sentimentos mistos em relação a ela hahaha vou explicar um pouco melhor ao longo do post.
Primeiramente, o livro é Legião do William Peter Blatty e é nada menos que a continuação de O Exorcista, o livro que conta a história da menina Regan que foi possuída e deu origem ao filme. Quem não conhece O Exorcista, não é mesmo?


Apesar de não ser uma leitora muito assídua de livros de terror, O Exorcista acabou se tornando um dos meus livros favoritos! Logo, eu estava bem animada em ler a continuação, até porque pela sinopse a gente não encontra muita ligação com a história da Regan, então fiquei bem curiosa para saber qual seria a relação entre as duas obras.
Vamos à sinopse oficial:

Baby Baphomet, o retorno
O detetive William F. Kinderman está de volta, investigando uma série de assassinatos brutais  entre eles, a abominável crucificação de um garoto de apenas doze anos de idade. O modus operandi dos crimes parece indicar a assinatura de um serial killer. Mas como solucionar um caso em que o principal suspeito está morto há mais de uma década?


É difícil falar mais sobre o enredo sem dar spoiler, então a premissa inicial é basicamente essa: o detetive Kinderman está envolvido em um novo caso em que as marcas dos assassinatos remetem a um serial killer que já foi morto.
Como eu já esperava (e foi essa uma das razões para eu ler esse livro), a história tem um grande apelo ao poder do cérebro humano, em que as "entidades" não precisam ser interpretadas necessariamente como forças sobrenaturais mas sim como forças do próprio subconsciente. Esse aspecto foi bastante trabalhado porque as investigações de Kinderman levaram-no até um hospital psiquiátrico, onde muitos dos pacientes e até mesmo funcionários eram possíveis suspeitos do crime.



Além disso, outra coisa que gostei bastante é que o detetive desviava o foco da história (em momentos bem tensos às vezes, confesso hahaha) para divagar um pouco sobre suas concepções acerca do mal e da existência de Deus. Apesar de ter me irritado com essa distração em alguns pontos da história, no final todas essas "teorias" de Kinderman se encaixam perfeitamente com o desfecho da história, deixando a gente com aquela sensação de mind blown.
Eu depois do epílogo
Ainda que o livro tenha seus pontos positivos, não posso deixar de lado um de seus piores defeitos: a leitura arrastada. Por mais que o livro não seja grande (tem 300 páginas), as primeiras 200 folhas poderiam facilmente serem sintetizadas em umas 70, sem perder nenhum conteúdo. Senti que o autor se demorou muito na introdução da história e o fim acabou acontecendo muito rápido. Pelo menos, as últimas 100 páginas fizeram a leitura valer a pena hehe


A respeito da ligação com O Exorcista, eu achei a sacada muito boa, mas não gostei muito de terem perturbado a paz de um certo personagem do primeiro livro hahaha só lendo os dois livros dá para entender.



Considerações finais sobre a história: Um bom livro, Definitivamente não tão bom como O Exorcista, e acredito que seja por isso que muitas pessoas o avaliam mal. A leitura não me deu medo, acho que Legião puxou mais para o suspense do que para o terror, mas o final fez a lentidão inicial valer a pena. Recomendo para quem gostou de O Exorcista e sente falta do "terror literalmente psicológico" característico de William P. Blatty.

Considerações finais sobre a edição: Li o livro nessa edição LINDA da Darkside Books (qual edição deles não é linda, não é mesmo?). A qualidade é impecável, além de ter algumas ilustrações e a lombada colorida. Eu amei <3

Nota final: 3,5/5     




23 de out. de 2017

Universos paralelos e assassinos de aluguel: 1Q84 de Harumi Murakami

| | 0 comentários
Oi gente, tudo bem com vocês?
Eu dei uma sumida das redes sociais e tenho um motivo muito justificável para isso: o ENEM está chegando!!! Para quem não sabe, estou no último ano do colégio, conhecido como o temido ano de vestibular e estou simplesmente pirando com todas essas provas hahaha passei os últimos dias 100% focada nos estudos e consegui adiantar bastante matéria e agora estou mais tranquila hehe. De qualquer forma, perdoem o leve sumiço no blog, mas foi por uma boa causa!

E como uma boa leitora, é óbvio que não deixei de ler nessas últimas semanas, né? Li vários livros ótimos, ganhei muitos livros (meu aniversário foi mês passado hehe) e estou com várias ideias para posts. Me aguardem!
Voltando, uma das minhas melhores leituras de ultimamente foi 1Q84 de Harumi Murakami. Quero ler esse livro há bastante tempo, mas sabe quando você adia essa vontade e nunca para pra realmente tentar ler? Então, eu vinha fazendo isso havia alguns meses e recentemente decidi ler as primeiras frases para ver um pouco do que se tratava... simplesmente não consegui largar mais. Vou contar um pouco da história pra vocês.


Título: 1Q84

Autor: Harumi Murakami

Editora: Alfaguara

Páginas: 432

Ano de publicação: 2012

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Adquira: Saraiva ♥ Amazon ♥ Submarino 



O livro conta história a partir de dois pontos de vista diferentes, o de Aomame e de Tengo.
Aomame é uma jovem professora de artes marciais e uma assassina. Ela trabalha matando homens que cometeram crimes contra mulheres indefesas e têm posições sociais que o livram de acusações penais.
Tengo é um professor de matemática aspirante a escritor, que trabalha para um editor de livros incosequente chamado Komatsu.
A história começa a tomar forma quando Tengo é convidado para reescrever um romance. A proposta inusitada vem de Komatsu, que faz parte de um júri de um concurso literário. O editor diz que existe uma obra de enredo magnífico concorrendo, mas que não tem chances de ganhar por ser extremamente mal escrita. Portanto, precisa de Tengo para reescrevê-la. O jovem escritor fica dividido entre ser ético e a vontade inexplicável de reescrever a obra. A situação fica ainda mais complicada quando Tengo e Komatsu conhecem o autor do livro. O autor da obra esplêndida, intitulada "Crisálida de ar", é uma garota de 17 anos que tem dificuldade para falar. A jovem se chama Fukaeri e concorda com o plano de Komatsu, ainda que tenha dificuldades para completar uma sentença.
A partir de então diversos acontecimentos peculiares passam a fazer parte da vida de Aomame e Tengo ao passo que o romance de Fukaeri passa a fazer parte da realidade. Ao longo da história o leitor vai descobrindo o que esses dois personagens têm em comum além de levantar o questionamento para os tantos mistérios da obra: quem é Fukaeri? Por que a garota tem tanta dificuldade para se expressar? Qual o passado de Aomame? O romance de Fukaeri é, na verdade, uma história real? Quem é o Povo Pequenino, citado em Crisálida de Ar?

A gente pode falar que tem um autor favorito mesmo depois de só ter lido um livro? Não?? Okay, mas definitivamente 1Q84 virou um dos melhores livros que já tive o prazer de ler. Eu curto bastante ficção científica, mistura de história com ficção (sim, isso existe no livro! Faz bastante referência aos movimentos japoneses estudantis do ano de 1968, tratando sobre comunismo e socialismo)e claro, um bom número de assassinatos misteriosos, logo, 1Q84 é uma ótima pedida para quem também gosta dessas características!

Para falar que não conhecia o trabalho do autor, ano passado eu li o conto "Sono" de Murakami, mas me recordo de não ter gostado tanto (na verdade, eu acho que não tinha entendido o final kkkkkkk) então estava um pouco receosa para ler esse livro e não gostar.

1Q84 é o primeiro livro de uma trilogia que se tornou best-seller no mundo todo e ganhou até o prêmio de Melhor Ficção do Goodreads! Com muita razão, afinal, a escrita do autor é simplesmente incrível e ele sabe equilibrar os pontos mistérios/respostas. Algumas coisas vão clareando conforme você vai lendo ao mesmo tempo que mistérios muuuito maiores vão surgindo até você não saber mais quem está por trás de tudo (os humanos, criaturas sobrenaturais, os personagens principais?). Li as últimas linhas do livro e mal percebi que tinha acabado, logo corri para adquirir o próximo e-book hahaha

Ainda não li o segundo volume, decidi passar algumas leituras na frente porque pretendo que essa trilogia dure bastante. Estou morrendo de curiosidade para saber o que acontece ao mesmo tempo que estou sem coragem para descobrir. Provavelmente irei aproveitar a Black Friday para adquirir o box hehe 

Inclusive estou em dúvidas se devo comprar a série Outlander ou Corte de Espinhos e Rosas na Black Friday? Quais vocês gostam mais?

Essa foi a resenha de hoje pessoal, espero que tenham gostado e me contem nos comentários o que acharam da indicação ♥

16 de set. de 2017

Muitos rituais sangrentos: Coração Satânico de William Hjortsberg

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Tem coisa mais fofa do que meu Baphomet bebê?
Olá pessoal, tudo bem? Primeiramente quero me desculpar por ter dado uma sumida aqui do blog mas vida de vestibulando não é fácil hahaha a gente acha que pode relaxar mas aparecem 10 pesquisa, 80 redações e 20 simulados para gente fazer. Felizmente, mesmo com toda essa correria eu tive tempo para ler e vim trazer minhas impressões sobre o livro Coração Satânico de William Hjortsberg.

Título: Coração Satânico

Autor: William Hjortsberg

Editora: Darkside Books

Páginas: 320

Ano de publicação: 2017

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Adquira: SaraivaAmazonSubmarino 

O livro conta a história do detetive particular Harry Angel, que recebe um telefonema de um procurador perguntando se Angel estava disponível para um novo trabalho. O detetive aceita a proposta e combina de se encontrar com seu novo cliente, Louis Cyphre. No encontro, Cyphre dita as instruções para Harry: ele precisa que Harry investigue o desaparecimento de um cantor de swing, o famoso Johnny Favorite. O artista havia sido convocado para a Segunda Guerra, onde foi gravemente ferido e teve de voltar para Nova York. Apesar do que alguns registros diziam, Favorite não se encontrava em um hospital de veteranos de guerra e ninguém havia o visto pelos últimos 15 anos. Cyphre estava interessado no sumiço de Johnny por questões financeiras, remanescentes de algum contrato que ambos fizeram com algumas medidas a serem tomadas caso Favorite morresse. Essa era a missão de Angel: descobrir se Johnny Favorite estava morto, e se não tivesse, descobrir onde estava.
A partir de então todos os acontecimentos bizarros tem início: o que parecia mais um simples caso de desaparecimento toma proporções sombrias e sobrenaturais tomando como elementos assassinatos, rituais assustadores, sacrifícios, bruxaria e muitas outras coisas que só são descobertas durante a leitura.
Fazia algum tempo que eu não lia um livro tão bom quanto Coração Satânico. A escrita do atuor flui super bem e o que mais gostei é que o livro foi escrito de forma bem direta, sem enrolações para prender o leitor, sem mistérios sendo prolongados mais do que o necessário. Cada mistério ia se resolvendo cada vez que um ainda maior ia surgindo, para culminar um final completamente surpreendente e inusitado.
Coração Satânico é um livro completamente diferente de todos que eu já li, possui uma história extremamente original e bem estruturada. E, pensei comigo mesma, eu ainda não li muitos livros durante a vida, então não é particularmente difícil encontrar algum que seja diferente, porém, ao final do livro temos um nota de Stephen King falando sobre a história. Na nota, King diz: "É um livro único. Nunca tinha lido algo remotamente semelhante, e suspeito que jamais encontrarei algo parecido novamente". Ou seja, recomendo a todos dar uma chance a esse livro hahaha
Durante a história, duas religiões são citadas: o satanismo óbvio e a Obeah, uma religião de matriz africana, com raízes semelhantes ao candomblé aqui do Brasil. Apesar de todos os aspectos macabros atribuídos a essas religiões ao longo da história, uma nota do autor no final da obra ressalta que os acontecimentos retratados são apenas obras da ficção. Gostei bastante do posicionamento do autor acerca da questão porque, em muitos livros de terror, o satanismo ou qualquer religião minimamente diferente ao que estamos acostumados a ver em nosso cotidiano são tratadas como "seitas malignas" sendo que na verdade não o são, contribuindo muito para o preconceito e a intolerância religiosa que tanto vemos no noticiário. Pode parecer bobo, mas um esclarecimento como "isso não acontece de verdade" faz muita diferença em um livro que mistura sobrenatural com a realidade.
Ademais, eu simplesmente amei esse livro, se tornou um de meus favoritos. Se você gosta de mistérios bem estruturados, elementos inovadores e finais surpreendentes (quem não gosta dessas coisas, né? hahaha) tenho certeza que irá gostar de Coração Satânico!

Já conheciam o livro? O que acharam da história? Leria? Me contem nos comentários ♥

19 de ago. de 2017

[Resenha] Os Delírios de Consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella

| | 8 comentários

Oi pessoas, tudo bem com vocês? Estou mudando um pouco o estilo dos posts e hoje vim trazer a resenha de um livro que é queridinho de muita gente e estava presente na minha lista da Maratona Literária. Vamos conferir?

Imagem relacionadaTítulo: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Autor: Sophie Kinsella

Editora: Record

Páginas: 428

Ano de publicação: 2011

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SINOPSE: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é o primeiro romance da inglesa Sophie Kinsella. É a história de uma jornalista financeira que durante o dia, ensina às pessoas como administrar seu dinheiro e no fim-de-semana, transforma-se em uma consumidora compulsiva, fugindo do gerente do seu banco e com muitas dívidas. Rebecca Bloom não resiste uma liquidação! Quanto mais inútil, melhor! Para ela, o mundo todo enxerga os detalhes da alça de seu sutiã, combinando com as cores de seus sapatos. Mas seu salário nunca é suficiente para pagar suas extravagâncias. Endividada até a alma, Rebecca, ou Becky, vive fugindo do seu gerente de banco e procurando fórmulas mirabolantes para pagar a fatura do cartão de crédito. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um pouco da história de todas as pessoas para as quais comprar é quase uma terapia, a resposta para todos os problemas, mesmo criando outros piores ainda. Entre eles, inventar a próxima desculpa para o gerente do banco: - "Meu pé quebrou! Você não recebeu meu cheque? Meu cachorro morreu!", são alguns dos argumentos usados por Becky para enrolar seu gerente Derek Smeath. Mas a personagem de Sophie Kinsella não é apenas uma ´´material girl´´ que só pensa em dinheiro e futilidades. Rebecca é sensível, carinhosa e extremamente otimista. Com essas qualidades, ela vai fazer de tudo para resolver seu problema. Primeiro, tenta reduzir seus gastos a zero, o que logicamente, não funciona. Diante disso, ela resolve que precisa ganhar mais dinheiro, mesmo sabendo que seu emprego está ameaçado. Nos delírios de consumo de Becky, todos os seus problemas se resolveriam de imediato ao ganhar na loteria, ou se um completo estranho pagasse sua conta do Visa - por engano, claro. Como se não bastasse, em meio a tanta confusão, Becky ainda arruma tempo para se apaixonar pelo sedutor - e expert em finanças - Luke Brandon. Os Delírios de Consumo de Becky Bloom é um divertido romance, que retrata com perfeição grande parte das mulheres que conhecemos. 

É o primeiro contato que tenho com os livros da Sophie e posso dizer que adorei a experiência. Não costumo ler chick-lits mas com certeza vou adicionar toda a série da Becky em minha lista. Conheci através do filme e me surpreendi com a quantidade de mudanças na história. Claro, ótimas mudanças que agregaram ainda mais em minha leitura.

Como é de se imaginar, a história gira em torno da carismática e um pouco maluquinha Rebecca Bloom, uma mulher que é simplesmente viciada em compras. Roupas, sapatos, maquiagem, cosméticos... nada escapa do cartão de crédito dessa mulher. Consequentemente suas contas ganham proporções astronômicas que seu salário de jornalista não consegue acompanhar. Ah, claro, afundada até o último fiozinho de cabelo em dívidas, Becky não podia deixar de ser uma jornalista de finanças. Isso mesmo, uma shopaholic que ganha a vida dizendo às pessoas o que fazer com seu dinheiro.
Se isso não fosse o suficiente para alcançar uma história divertidíssima, ainda temos os encontros fracassados de Becky, sua colega de trabalho irritante, as conferências entediantes de finanças que servem para beber champanhe e, óbvio, um romance.

A escrita de Sophie é fluída e engraçada, e eu adorei a construção do livro - os capítulos alternam entre o ponto de vista da Becky e suas correspondências. Apesar de meio irritante às vezes (Por que você não paga essas contas, mulher?!) eu criei uma enorme empatia com a Becky e todos seus problemas, afinal, como é possível deixar de lado uma boa promoção?

Um ponto que achei super positivo mas que pode desagradar alguns leitores ávidos por uma história de amor é que nesse primeiro volume a história não é tããão focada no romance. Obviamente ele acontece, mas a autora dá muito mais ênfase em apresentar a Becky e desenvolver o seu lado profissional como jornalista. Achei isso perfeito porque, julgando a vida de Becky, realmente não havia muito espaço para uma grande dose de romance ali. A única parte que achei um pouco "negativa" é que a Sophie demorou um pouco para descrever a aparência física de Luke Brandon e por ele ser apresentado como um "dono de empresa milionário e com diversos funcionários", a minha cabecinha cheia de estereótipos imaginou ele velho. Em alguns trechos a Becky demonstrava interesse sobre ele e eu pensava "Miga, ele deve ter idade para ser seu avô" hahaha felizmente consegui desconstruir essa imagem ao longo da leitura e tudo ficou bem.

Ademais, dei muita risada com esse livro e recomendo para quem curte chick-lit ou deseja começar a ler esse gênero. Becky Bloom é uma protagonista incrível e estou louca para conferir os próximos livros da série.

Vocês já leram esse livro? Gostaram? Me contem nos comentários ♥

10 de ago. de 2017

[Resenha] A Rebelde do Deserto - Alwyn Hamilton

| | 18 comentários

Título: A Rebelde do Deserto

Autor: Alwyn Hamilton

Editora: Seguinte

Páginas: 283

Ano de publicação: 2016

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O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. 
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
 
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

2 de ago. de 2017

[Resenha] O Vampiro-Rei – André Vianco

| | 34 comentários




Título: O Vampiro- Rei (Volume 1)

Autor: André Vianco

Editora: Novo Século

Páginas: 408

Ano de publicação: 2005

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Lúcio, o escravo de Cantarzo, carrega seu mestre vampiro encerrado numa caixa de madeira. Sua missão é levá-lo até Tereza, uma bruxa que vive ao norte do Brasil, que fará com que Cantarzo desperte e se torne o rei dos vampiros. Com poucas pistas sobre o real paradeiro da tal bruxa, o lacaio do vampiro começa uma jornada que trará resultados nefastos caso alcance seu objetivo. Do lado dos humanos, bento Lucas faz crescer em seus semelhantes a chama da esperança, empurrando-os pelos trilhos da reconquista do país até então assolado pelos inimigos noturnos. Os destinos de Lucas e de Cantarzo estão a ponto de se cruzar e nas páginas de O Vampiro-Rei, o leitor se encontrará com um mundo fantástico e assistirá de camarote todo o desenrolar dessa saga inigualável, imaginada e conduzida por André Vianco, o talentoso contador de histórias que vem se destacando no campo da literatura fantástica brasileira.

28 de jul. de 2017

[Resenha] O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Bronte

| | 43 comentários


Título: O Morro dos Ventos Uivantes

Autor: Emily Brontë

Editora: Lua de Papel

Páginas: 292

Ano de Publicação: 1947

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O Morro dos Ventos Uivantes (1847), obra-prima da inglesa Emily Brontë, é um dos grandes clássicos da literatura mundial. Adaptado para o cinema inúmeras vezes, a história do amor intenso e turbulento entre Cathy e Heathcliff continua a arrebatar os leitores década após década. A narrativa se desenvolve na região inóspita onde se encontra a mansão que dá nome à obra, e possui traços góticos que aproximarão o leitor moderno. Cathy e Heathcliff desenvolvem, logo que se conhecem, uma afinidade que ultrapassa as convenções sociais, as diferenças de gênero e até a morte.

24 de jul. de 2017

[Resenha]: Reconstruindo Amelia – Kimberly McCreight

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Título: Reconstruindo Amelia

Autor: Kimberly McCreight

Editora: Arqueiro

Páginas: 352

Ano de Publicação: 2014

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Kate Baron, uma bem-sucedida advo­gada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição?
Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.

18 de jul. de 2017

[Resenha] Outros jeitos de usar a boca – Rupi Kaur

| | 54 comentários
Imagem relacionadaTítulo: Outros jeitos de usar a boca


Autor: Rupi Kaur

Editora: Planeta

Páginas: 208

Ano de Publicação: 2017

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'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.

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